Friday, June 03, 2005

Nunca esmoreceu

Porém, contra o que pretende uma ideología española partilhada por certo galeguismo, o uso do galego nunca esmoreceu. Erradicado das instituções galegas, permaneceu no desenvolvimento do Estado portugués, así como nas súas possessões de ultramar. Acompanhou a aventura marítima que abria desde Portugal as portas de umha nova época, servindo de língua franca nas rotas de Oriente e fazendo-se presente em América, como ocorrera com o latim do Imperio romano na Gallaecia. No século XIX, quando na estruturação de um Estado espanhol centralizado e uniformizado se pretendia umha segunda castelanização, o galego foi reivindicado polo nacionalismo, com a realidade é o símbolo de Rosalia Castro, como o cerne de umha cultura desenvolvida necessitada de umha institução estatal própria. Mas a norma fonética e ortográfica implícita usada não foi nem a histórica medieval galega, nem a que evolucionara em Portugal. Existia na Galiza um desconhecimento prático do galego escrito histórico e do tesouro dos Cancioneiros medievais e era de por si mesma abondo esforçada a luita polo reconhecimento no Estado español da diferença nacional galega. No próprio movimento nacional a prática monolíngüe do galego tardou en constituir-se num comportamento normal, numha situação à que não deveu ser allea a realidade de os galeguistas pertencerem en geral á minoria falante do castelám, que no século XIX não passava do 5% da população.
Se queres mais noticias busca en: www.qestione.org/node/view/398

1 Comments:

Blogger Sabela said...

Parece ser que também ledes o Questione, gostaste dos textos? :)

9:42 AM  

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